As mulheres ondulando num mar de folhas
se escondem, fogem, leves, dançam
em honra ao sol, uma dança cômica
imitam macacos, assanhadas suspiram
a mão esquerda pendente,
a direita sobre as costas riem.
Très curumins carregam cestos
cheios de muricí e açaí. Dois passos
e ao segundo passo, na ponta dos pès.
O riso das mulheres, o riso das crianças
os rostos aparecem, desaparecem. A dança reinicia
outras vozes: sons de outros animais, água
ramos se quebram. As mùsicas, instrumento lentos.
Kupaùba abraçada ao boto seguia
na onda do rio o fluxo da corrente ao mar.
Marajó espaços de sol ardente, retorno
estrelas serpentinas, marombas, carapanãs
retorno sempre a lugares remotos, embriaga
o cauim devagarinho, sem fazer mal
viscosa, insípida, resvala na garganta
è dourada a bananeira, mamoeiros
vozes de Marajó, queixas, cochila
parvos gritos de Cacauè, mas onde quer andar
Kupaùba atravessou cinco rios, caminhou
cinco luas, e mil pequenas veredas
para chegar a Marajó, e ver o mar.
Marcia Theophilo
pubblicazione coperta da copyright è vietata ogni forma di duplicazione
Ultimi Articoli
Meteo - Cosa aspettarsi fino a mercoledì – Tregua lunedì, poi il vento che fa paura mercoledì
Milano è Memoria — A Linate inaugurata la mostra su Charlotte Salomon nel segno del Giorno della Memoria
Benvenuti a casa Morandi” al Teatro San Babila: una commedia tra ricordi, musica e risate
JEnerational Mentoring presentato a Mi prendo il Mondo – Dialogo tra generazioni a Parma
Treno di cioccolato record a Palazzo Lombardia – Aperto il 39° piano
Strage Crans-Montana – Dimessi due giovani da Niguarda dopo l'incendio
Strapazzami di coccole Topo Gigio il Musical: una fiaba che parla al cuore
Goldoni al Teatro San Babila di Milano con La Locandiera
Ceresio in Giallo chiude con 637 opere: giallo, thriller e noir dall'Italia all'estero